PF combate organização criminosa de tráfico de animais silvestres e cumpre mandados de busca na Bahia e outros quatro estados
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| Foto: Divulgação/PF |
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (12/3), a Operação Extinção Zero, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa transnacional especializada no tráfico de animais silvestres ameaçados de extinção.
Conforme a PF, estão sendo cumpridos 12 mandados de prisão preventiva e 22 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, de Pernambuco, do Piauí, do Maranhão e do Pará, expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal da Bahia.
Mandados de Busca e Apreensão: Salvador/BA (2); Juazeiro/BA (3); Feira de Santana/BA (2); Lauro de Freitas/BA (1); Jeremoabo/BA (1); Irecê/BA (1); Vera Cruz/BA (1); Petrolina/PE (4); Araguanã/MA (1); Mirinzal/MA (1); Picos/PI (1); Canto do Buriti/PI (1); Bragança/PA (2) e Capanema/PA (1).
Mandados de Prisão: Juazeiro/BA (4); Feira de Santana/BA (1); Jeremoabo/BA (1); Petrolina/PE (1); Santarém/PA (1); Araguanã/TO, sendo um alvo preso e dois foragidos, além de uma prisão em flagrante por maus tratos a animais em Salvador/BA.
A investigação teve início após a apreensão, em fevereiro de 2024, no Togo, de um veleiro brasileiro que transportava 17 micos-leões-dourados e 12 araras-azuis-de-lear, espécies brasileiras ameaçadas de extinção. De acordo com a apuração, os animais teriam saído do Brasil com documentação CITES inautêntica.
As diligências apontam que o grupo possuía estrutura organizada, com divisão de tarefas entre capturadores, financiadores, intermediários e receptadores. A organização utilizava drones, armamentos, contas bancárias interpostas e aplicativos de comunicação criptografada, além de adotar medidas para dificultar a identificação e o rastreamento das atividades ilícitas.
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| Foto: Divulgação/PF |
Os investigados são suspeitos de integrar esquema responsável pela captura, pelo armazenamento, pela comercialização e pelo envio de ovos e de animais silvestres para o exterior, incluindo espécies de alto valor no mercado ilegal e ameaçadas de extinção.
No último ano, o grupo também teria planejado a captura de ararinhas-azuis mantidas no criadouro conservacionista do Programa de Reintrodução da espécie, localizado no município de Curaçá/BA.
Durante averiguação, a PF contou com o apoio do Ibama e do Inema, responsáveis pelo encaminhamento dos animais resgatados para avaliação, para reabilitação e para posterior reintegração ao habitat natural.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, de contrabando, de receptação qualificada, além de crimes ambientais, incluindo maus-tratos a animais, e de outros delitos que venham a ser identificados ao longo das apurações.
Portal Jaguarari/ informações Polícia Federal na Bahia










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