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COMBATE À CORRUPÇÃO INSPIRA FILME SOBRE O ASSUNTO

*Maraísa Santana

(Senhor do Bonfim, Bahia, 16 de agosto de 2017)

A corrupção que se alastrou em nosso país com tamanha potencialidade está se tornando tema de inúmeros debates em escolas, academias, associações, enfim, em todos os setores da sociedade civil e nos órgãos governamentais, ganhando, a cada dia, mais fôlego nas conversas de grupos sociais, seja no Barzinho, na Boate, nos Restaurantes, ou simplesmente nas esquinas, onde as pessoas se encontram para a tradicional prosa de fim de tarde em cafés e/ou lanchonetes.

Segundo Roberto Victor Pereira Ribeiro, advogado e professor universitário, autor de vários livros, Membro da Academia de Letras Jurídicas Cearenses, em recente artigo publicado em revistas e blogs especializados em direito, a corrupção tem alcançado tamanha potencialidade de alastramento porque está sustentada em vários fatores, sendo um deles a ausência de transparência.

Então, há de se perguntar: qual é a solução para inibir o alastramento potencial da corrupção? E a resposta natural e simples é tornar cada vez mais transparente as ações de governantes e operadores dos bens públicos e os atos de cada cidadão no cotidiano da vida civil, seja ele empresário ou trabalhador, “evitando que o cinismo se instale, quebrando o equilíbrio” das práticas realizadas sob a proteção da falta de transparência, como lembra Robert Klitgaard (Professor de Pós-Graduação da Universidade de Clermont – Estados Unidos), afirmando que “uma forma de fazer isso é punindo quem parece intocável”, como tem feito a operação Lava Jato.

Aliás, somente por meio de operações de natureza transparente e punitivas de quem insiste em lesar o bem público ou golpear o patrimônio privado será possível conter o cinismo que alimenta corruptores e corrompidos, levando-os a cumprir penalidades que alcancem pequenos ou grandes malfeitores, sem distinção de posição social.

Nesse sentido chega em boa hora o filme OPERAÇÕES ESPECIAIS, cujo enredo é baseado em uma operação da Polícia Civil, o que merece louvor, porque são raros “os filmes que abordam o cotidiano desses operosos agentes de segurança”, sendo mais comum vermos no cinema o desempenho de policiais militares e da polícia federal, como lembra Roberto Victor no referido artigo e que é intitulado de “O Combate à Corrupção é uma operação especial”.

O enredo desse filme se inicia com a protagonista, que é recepcionista de um hotel, chegando no seu local de trabalho e enquanto atende um hóspede, vê adentrar no saguão do hotel vários homens muito bem armados e fazer todos os que estão ali, reféns, o que causa enorme frustração à protagonista, de nome Francis, que se vê impotente, sem nada poder fazer para combater aquela ação criminosa.
Frustrada pela impotência de nada poder fazer, Francis se submete a concurso para agente da Polícia Civil e, aprovada, toma posse, sendo lotada para trabalhar na parte administrativa da sua unidade policial, até que, por ter seu nome confundido com nome masculino, é designada pelo Secretário de Segurança para uma “Operação Especial”, nome do filme.

Todo o enredo se desenvolve no Rio de Janeiro e o pano de fundo é o Morro do Alemão, que na Operação Especial é invadido pela polícia e os traficantes cuidam de fugir, tomando de assalto uma pacata cidade do interior fluminense. E é nessa pacata cidade, de nome São Judas do Livramento que Francis e seus colegas honestos se deparam com a pior das pestes sociais: a corrupção.

Na bucólica São Judas Tadeu do Livramento, Francis encontra comportamento corrupto (que no Brasil é endêmico e epidêmico, como lembra Roberto Victor) que envolve desde os vendedores de pipoca até os ocupantes dos mais altos escalões da administração municipal, o que leva Francis e seus colegas a realizarem uma verdadeira faxina na cidade, levando criminosos de todas as camadas sociais à exemplar punição, alcançando até mesmo aqueles considerados intocáveis, como está ocorrendo na vida real, aqui no Brasil.

O filme quer mostrar que a corrupção é, na linguagem médica “um carcinoma extremamente lesivo, que degenera as estruturas intestinas do Estado Democrático de Direito”, porque usurpa funções do Estado e se aproveita do caos urbano e de políticos existentes para se alimentar, crescer e se disseminar dentro do sistema imunológico Estatal – vindo, nesta toada, “a mitigar algumas das funções vitais da Administração Pública”, como aponta Roberto Victor no artigo referido.
Não é sem razão que José de Alencar, o notável polígrafo cearense que alcançou fama mundial, dizia que a corrupção é “uma gangrena moral”. E como tal, deve ser extirpada e combatida com rigor por todos nós que queremos e cultuamos a honestidade.

*Maraísa Santana é advogada, especialista em Direito Público, integrante do Escritório SANTANA ADVOCACIA, com unidades em Senhor do Bonfim (Ba), Salvador (Ba) e Brasília (D.F.). E-mail: maraisasantana@santanaadv.com. Site: www.santanaadv.com

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