Operação Midas contra o tráfico de drogas, comércio de armas e lavagem de dinheiro cumpre mandados em Sr. do Bonfim, Andorinha e outras cidades da Bahia e em seis estados
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| Foto: Divulgação |
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Ilhéus (FICCO/Ilhéus), composta por Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal, deflagrou na terça-feira (31/3) a Operação Midas, visando desarticular organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. A ação contou também com o apoio do GAECO da Bahia.
Conforme a PF, a investigação, iniciada a mais de dois anos, no município de Camacan (BA), permitiu identificar a ramificação da organização criminosa em diversos municípios baianos e em outros estados da federação. Ao todo, estão sendo cumpridos 33 mandados judiciais, sendo 20 mandados de busca e apreensão e 13 de prisão, nos estados da Bahia (Camacan, Itabuna, Salvador, Irecê, Luís Eduardo Magalhães, Serrinha, Senhor do Bonfim e Andorinha), São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais (Unaí), Pernambuco (Petrolina) e Sergipe (Aracaju).
As apurações revelaram o envio de grande quantidade de drogas e armas do Rio de Janeiro para a Bahia e o retorno de dinheiro e maconha processada (moonrock e haxixe) da Bahia para o Rio. Foram localizadas três fazendas de cultivo de maconha geneticamente modificada em João Dourado (BA), equipadas com tecnologia avançada para até três colheitas anuais e um laboratório para produção dos derivados de maior valor no mercado ilícito.
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| Fotos: Divulgação |
Na operação, foram erradicados e incinerados mais de 15 toneladas de maconha, destruídos maquinários ilegais e apreendidos veículos usados no transporte da droga. A investigação também revelou sofisticada estrutura de lavagem de dinheiro que utilizava contas de pessoas físicas e jurídicas para ocultar recursos ilícitos.
Além disso, constatou-se que lideranças criminosas continuam atuando mesmo do interior do sistema prisional, dificultando sua captura, especialmente em áreas dominadas por grupos no Rio de Janeiro. As investigações permanecem ativas para identificar novos envolvidos e aprofundar as medidas contra o grupo criminoso.
Portal Jaguarari












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