Rota do Cangaço: Expedição revela importância histórica do Cangaço em Jaguarari e região
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Neste domingo, 11 de janeiro de 2026, o município de Jaguarari, localizado no norte da Bahia, foi o cenário da Expedição Rota do Cangaço. A iniciativa, organizada pelo grupo de estudos "Cangaçou", visou explorar a rica herança histórica do cangaço, um fenômeno que marcou profundamente a memória social e cultural da região. O evento reuniu turistas, entusiastas da história nordestina, o grupo de Teatro e Xaxado na Pisada de Lampeão e membros da administração local.
Darlan Valverde, um dos curadores do projeto, compartilhou sua visão sobre a importância da expedição: "Nós vamos levar vocês para uma imersão muito significativa, uma viagem extraordinária nos rincões dessa região, por onde foi palco de um dos eventos mais emblemáticos da história Nordestina." A programação teve início na noite de sábado (10), no município de Senhor do Bonfim, com a exibição do documentário "Acordo com o Lampeão? Só na Boca do Fuzil", produzido pelo professor, historiador e jornalista Moacir Assunção. A obra, reconhecida internacionalmente, reflete sobre a complexidade das figuras envolvidas no cangaço e suas repercussões históricas.
Na manhã de domingo, os participantes iniciaram a jornada no Cemitério São João Batista, conhecido popularmente como Cemitério Velho, em Jaguarari. O local abriga o túmulo de Hortêncio Gomes da Costa, apelidado de "Arvoredo", cangaceiro morto em 1934. Narra a história que na Serra da Conceição, próximo ao povoado de Barrinha, os jovens Cícero José Ferreira, o "Xisto" e João Biano da Silva, após serem surpreendidos pelo cangaceiro, reverteram a situação ao entrarem em vias de fato e depois golpear "Arvoredo", com arma branca. Em seguida, eles deceparam a sua mão e levaram até às autoridades. Em virtude disso, os dois jovens foram recompensados pela polícia com 4 contos de réis, entregues pelo Capitão PM Philadelpho Neves, em um evento ocorrido na Prefeitura de Senhor do Bonfim.
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| Fotos ligadas a morte de "Arvoredo" - Reprodução: Portal Jaguarari / Cangaço na Bahia / Jornal A Noite |
A segunda parada da expedição levou os participantes ao distrito de Juacema, anteriormente conhecido como Itumirim. Lá, o grupo recontou a passagem de Lampião e seu bando pela localidade em julho de 1929, quando foram recebidos por Zeca Mendonça. O cangaceiro aproveitou a hospitalidade para se abastecer e, em seguida, atear fogo na estação ferroviária. Além disso, eles pegaram emprestado dois cavalos e um rifle. Neste episódio não há informações de feridos.
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| Quadro no mercado Mendonça em Juacema - Foto: Jair Paulo/Portal Jaguarari |
Prosseguindo, o grupo visitou o distrito de Abóbora, atualmente pertencente ao município de Juazeiro, onde ocorreu um confronto fatídico entre o bando de Lampião e uma Volante, força policial daquela época. O incidente, que aconteceu durante uma festa em janeiro de 1929, resultou na morte dos soldados José Rodrigues e de Manoel Nascimento e do cangaceiro Antônio Juvenal da Silva, conhecido como "Mergulhão". Em 2019, o distrito recebeu um evento em homenagem à bravura e morte dos policiais militares, momento em que foi relembrado o fato e contou com a presença de oficiais, praças da PMBA e de moradores locais.
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| Imagens ligadas a morte de "Mergulhão" - Fotos: Portal Jaguarari / Lampião Acesso |
Outro ponto significativo da expedição foi a Fazenda Bom Despacho, nas proximidades de Santa Rosa de Lima. Em 1931, o cangaceiro "Corisco" capturou e matou esquartejado o comerciante e ex-sub delegado de Santa Rosa Herculano Borges de Sales, motivado supostamente por vingança. O grupo participante da expedição esteve no local apontando onde teria ocorrido a barbárie, assistido por pessoas da comunidade na época. Essa primeira edição do evento ainda incluiu paradas na Cacimba e finalizou no Museu do Vaqueiro, localizado no distrito de Santa Rosa de Lima.
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| Cacimba e Fazenda Bom Despacho - Fotos: Jair Paulo/Portal Jaguarari |
A Expedição Rota do Cangaço não apenas reforçou a relevância da herança histórica do cangaço, mas também promoveu um espaço de diálogo entre passado e presente. Entre os participantes, estavam representantes da Prefeitura de Jaguarari, incluindo o Secretário de Cultura, Esporte, Lazer e Juventude, Matheus Diniz; o Secretário Adjunto, Valtemar Melo; a Diretora de Cultura, Liliane Martins, demais membros da pasta; do Secretário de Governo, José Antônio e do Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Raimundo Gomes, que destacaram o compromisso da administração municipal com a valorização da cultura local e a promoção de um turismo sustentável, que respeita e reconhece as raízes históricas da região.
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Fonte: Portal Jaguarari











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