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Deputado Bobô pede política mais agressiva contra seca

Uma política mais agressiva e o início de uma das duas grandes obras de segurança hídrica: Adutora do São Francisco e o Canal do Sertão, para combater a seca com mais efetividade. Esse foi o tom do discurso feito pelo deputado estadual Bobô (PCdoB), na Assembleia Legislativa.

De acordo com o parlamentar, os baianos enfrentam o problema com bravura e determinação, mas, é necessário que os governos intensifiquem e ampliem políticas de segurança hídrica para combater esse mal e dar uma vida mais digna aos baianos. Especialmente no semiárido, que possui 265 dos 417 municípios do estado. São mais de 6,7 milhões de pessoas vivendo nessa região, equivalente a 48% da população, segundo a Superintendência de Estudos Econômicos (SEI).

O comunista lembrou os prejuízos para o estado. “Dados da SEI mostram que o prejuízo estimado durante a seca foi de R$ 7,2 bilhões. Representa 4% do PIB baiano, mas o impacto nos municípios pequenos do Semiárido é devastador. Mais de 100 cidades decretaram Estado de Emergência”, frisou.

Para o deputado, é fundamental reverter esse quadro dramático, pois o resultado a médio e longo prazo pode ser uma degradação econômica maior dos municípios, com mais prejuízos para a produção agrícola, a agricultura familiar e o agronegócio; a migração de pessoas para outras cidades (aumentando os problemas sociais) e mais desemprego.

ADUTORA OU CANAL

O parlamentar desatacou o esforço dos governos Wagner e Rui Costa para levar água a milhões de baianos no interior, construindo poços artesianos, aguadas e barreiros e ampliando barragens. “Mas ainda é pouco. Precisamos de uma política ainda mais agressiva. É importante o governo definir o que fazer primeiro: a Adutora do São Francisco ou o Canal do Sertão”, defendeu.

A primeira é uma das maiores e mais importantes obras de abastecimento de água em execução pela Embasa. Iniciada em 2010, possui três etapas. Na primeira, seriam beneficiados Senhor do Bonfim, Jaguarari, Antônio Gonçalves e Campo Formoso. Na segunda, 22 cidades das regiões de Capim Grosso e Bacia do Jacuípe. Na terceira, mais 5 municípios da região de Jacobina.

Já o Canal, distribuirá água do Rio São Francisco ao longo de mais de 300 quilômetros do semiárido baiano. Levará água do “Velho Chico” para áreas urbanas e rurais de 44 municípios, beneficiando cerca de 1,4 milhão de pessoas. Serão ainda contemplados cerca de 70 mil produtores rurais (sendo 93% oriundos da agricultura familiar), 25 mil famílias dos Quintais Produtivos, 10 mil pessoas nos perímetros irrigados e outros 5 mil piscicultores.

“Celebramos os esforços e empenho do governador Rui Costa e do secretário Infraestrutura Hídrica e Saneamento (Sihs), Cássio Peixoto, juntos com a Codevasf, em várias viagens à Brasília. Agora, é preciso definir a obra e iniciá-la. O combate à seca é uma missão de todos nós que amamos nossa querida Bahia e nos preocupamos com o bem-estar de quem a constrói: os baianos”, declarou.

Cláudio Mota - Ascom do deputado

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