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ANASPS TEME QUE CONVOCAÇÃO DE “CABOS ELEITORAIS” PARA AS GERENCIAS E AGENCIAS DO INSS SEJAM DESMANCHADAS OU INVIABILIZE A PREVIDÊNCIA

O Vice-presidente Executivo da Associação Nacional da Previdência e da Seguridade Social- Anasps, Paulo César Régis de Souza, manifestou hoje sua preocupação com o § 1º do art. 2º, da MP nº 731, de 10 de junho de 2016, que dispôs sobre a extinção de cargos em comissão ao do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores e a criação de funções de confiança denominadas Funções

Comissionadas do Poder Executivo, determinando que somente possam ser designados para as FCPE servidores ocupantes de cargos efetivos oriundos de órgão ou entidade de quaisquer dos “Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios”.

Lembrou ainda o disposto no art. 8º da MP 731, de 10 de junho de 2016, segundo o qual “não afasta a aplicação de normas mais restritivas inclusive aquelas constantes dos atos internos dos órgãos e das entidades, referentes a nomeação de servidores para o exercício de cargos em comissão do Grupo DAS e das FCPE”.

A declaração foi feita depois da nomeação de um Gerente Executivo do INSS em Aracaju, (não servidor do INSS), que resultou em protesto dos servidores do INSS, em Aracaju.

“A proposta inicial da MP 731 pode provocar impacto destruidor dentro do INSS, afirmou o dirigente da Anasps, ressaltando que poderá possibilitar a nomeação de pessoas, fora dos quadros do INSS e sem compromissos com a instituição, a ocupar cargos que, até então, eram privativos dos servidores do INSS. A Anasps, não critica a nomeação de pessoas de fora do INSS para os cargos de Direção e Assessoramento Superiores, mas considera de alto risco a abertura de “brechas legais” para que pessoas sem qualificação sejam indicadas para o INSS. Já vimos este filme antes e os resultados foram altamente desastrosos”.

Paulo César destacou que, na época do FUNRURAL, os políticos indicaram representantes nas cidades do interior e o resultado foi catastrófico. ‘’Nunca nos esqueçamos de que a “revisão do cadastro rural”, em 1992, tirou da folha de pagamentos da Previdência 4,5 milhões de rurais “aposentados e pensionistas” colocados pelos ditos representantes, a serviço dos políticos que os indicaram. Ressaltou que a Anasps foi determinante na substituição dos terceirizados do INSS, que concediam benefícios e isto não é possível, pois é atribuição dos servidores de carreira do INSS.
Paulo César reafirmou que ainda está em vigor às normas do art. 4 do Decreto nº 7; 556 de 24 de agosto de 2011, que aprovou a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão, das Funções Gratificadas e das Funções Comissionadas do INSS, que estabelecem:
“Art. 4o As nomeações para os cargos em comissão e as designações para as funções comissionadas e funções gratificadas integrantes da estrutura regimental do INSS serão efetuadas em conformidade com a legislação vigente”.

§ 1o Os Gerentes-Executivos serão escolhidos dentre os servidores ocupantes de cargos efetivos, pertencentes ao quadro de pessoal do INSS, a partir de processo de seleção interna que observará o mérito profissional e as competências requeridas para o exercício da gerência, mediante adesão espontânea dos servidores, observadas a forma, as condições e os requisitos definidos em portaria ministerial.

§ 2o O provimento de cargos em comissão e designação para funções comissionadas e gratificadas de integrantes das Superintendências-Regionais, das Gerências-Executivas e das Agências da Previdência Social, fixas e móveis, recairá, exclusivamente, em servidores ocupantes de cargos efetivos pertencentes ao quadro de pessoal do INSS, observados as normas complementares definidas em ato do Presidente do INSS.

§ 3o Observado o disposto no § 1o, serão exigidos para a designação das funções de Gerente-Executivo e Gerente de Agência da Previdência Social, inclusive de seus respectivos substitutos, os requisitos mínimos de capacitação definidos em ato do Presidente do INSS.

Brasília, 04.08.2016

Ascom ANASPS

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