Jaguarari: Tribunal do Júri aceita tese da defesa e desclassifica homicídio duplamente qualificado para lesões corporais

Reunido ontem (07/06), o Tribunal do Júri da Comarca de Jaguarari julgou processo em que a acusada, Marinilza Lima, respondia por Homicídio Duplamente Qualificado (uso de fogo para atingir a vítima e ação de surpresa que impossibilitou a defesa da vítima), cuja pena mínima está prevista para cumprimento em 12 anos e a máxima em 30 anos, em regime inicialmente fechado.
No entanto o Conselho de Sentença rejeitou a tese de acusação e aceitou a tese de defesa, desclassificando o Homicídio Duplamente Qualificado, para admitir a tese de Lesões Corporais seguida de morte.

Com isso a acusada foi condenada a 6 anos e 4 meses e vai cumprir a pena no regime semiaberto, que lhe permite trabalhar durante o dia e se recolher em albergue prisional à noite.
A vitima, José Augusto, era bastante conhecida na comunidade e o crime ganhou ampla repercussão, quando ocorreu, em 4 de agosto de 2012, gerando a expectativa de que a acusada, esposa da vítima, fosse condenada à pena máxima prevista para homicídios qualificados, ainda mais com duas qualificadoras.

A acusada, Marinilza, depois de uma discussão com a vítima, seu marido, José Augusto, jogou álcool no corpo da vítima e riscou fósforo, ateando-lhe fogo que atingiu, segundo laudo, 80% do corpo.
José Augusto ficou sob internação hospitalar, no Hospital Regional de Juazeiro, aproximadamente 30 dias, recebeu alta hospitalar e poucos dias depois, depois de ter feito revisão foi acometido de infecção generalisada(septcemia) que o levou a obito, poucos dias depois da alta hospitalar.

O Tribunal do Júri de Jaguarari foi presidido pela Juíza da Comarca, Dra Maria Luiza, tendo na acusação o promotor Jair e na Defesa, o Escritório bonfinense SANTANA ADVOCACIA, sob a coordenação do advogado Josemar Santana e sua equipe de auxiliares, Carlos Quadros e Rebeka Terra Nova, assistido pelo advogado Tony Novaes de Campo Formoso, responsável pela instrução processual.

Dr Josemar: Para Josemar Santana o resultado do julgamento se deu dentro do planejado pela defesa e se soma às últimas doze atuações vitoriosas consecutivas no Tribunal do Júri, completando 175 atuações durante a sua carreira como criminalista.

Colaboração: Antônio Wilson da Silva

Um comentário:

  1. Olha a cara de quem ateou fogo e matou o companheiro!
    Na terra é possível pagar bons advogados para se livrar. Mas na justiça divina não!

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