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Identidade e luta social são destaques em CD a ser lançado pelo P1 Rappers neste sábado em Juazeiro

“Nordestinias” é o nome do novo CD do grupo P1 Rappers, que será lançado no próximo sábado (17) no Parque Lagoa de Calu, em Juazeiro (BA), município de origem do grupo, que nasceu no bairro Piranga I, contrapondo o imaginário de que na periferia não se produz arte.

O novo trabalho vem repleto de canções de engajamento social, como já é a marca do P1 Rappers, porém este traz o foco para aspectos da identidade regional enquanto povo do Semiárido, evidenciando a negritude, a descendência indígena, as raízes no campo e as lutas populares tão presentes na região. A necessidade da equidade de gênero e a imposição de padrões sociais, especialmente com relação a beleza e consumo, também são destaques no novo disco.

A motivação para a composição de “Nordestinias”, “Filhos do vento”, “Salitre”, por exemplo, que evidenciam aspectos da identidade regional e luta social, foi a busca por alinhar as lutas que o rap já pauta com as lutas de outros grupos políticos com atuação no Semiárido, explica Euri Mania, que compõe o grupo junto com Dj Werson e Nup. Segundo Euri, a participação em eventos de formação de organizações e movimentos sociais foi essencial para compor as canções. Antes de estrear nas redes sociais e eventos organizados pelo grupo, a canção “Nordestinias” foi premiada na 19ª edição do Festival Nacional Edésio Santos da Canção, realizado pela prefeitura de Juazeiro em novembro deste ano.

O P1 Rappers hoje conta com diversos parceiros e apoiadores, sendo o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada – Irpaa uma das organizações que apostou no trabalho dos jovens. O Coordenador Geral do Irpaa, Cícero Felix, lembra que “ao longo dos séculos, os dirigentes políticos desse país sempre fizeram questão de colocar pra sociedade em geral que esta região não produz cultura e conhecimento”, porém ele ressalta que as diversas gerações, principalmente das juventudes, tem mostrado que isso não é verdade, que há um potencial grandioso, especialmente para as várias formas de linguagens artísticas. “Apoiar a iniciativa do grupo P1 Rappers é fundamental para a afirmação da juventude e para a afirmação da nossa cultura, da cultura popular, que valoriza os povos dessa região”, argumenta Cícero.

Trajetória

O grupo P1 Rappers começou a estimular a valorização do hip-hop e rap em Juazeiro no ano de 2012, com ensaios e apresentações na Lagoa de Calu, reunindo jovens da periferia de Juazeiro e admiradores/as deste tipo de música. O grupo foi ganhando espaço na cidade e na região a partir do lançamento do primeiro CD em 2013 e em seguida os próximos em 2014 e 2015, bem como do trabalho que vai além da musicalidade mas passa também pela formação política através de eventos culturais e da colaboração em movimentos sociais.

A arte do grafite é também um elemento que tem dado visibilidade ao nome do P1 Rappers. Seguindo a mesma linha militante presente nas letras das músicas, a arte do grafite chama atenção não só pela qualidade técnica, mas principalmente pelo conteúdo. A venda de produtos como bonés, camisas, tocas, etc também foi uma importante estratégia de divulgação do grupo, que só tem aumentado o número de fãs nos últimos anos, especialmente entre a juventude.

Este ano “os meninos do rap” ou simplesmente o “P1” concorreu em alguns festivais e cumpriu algumas agendas fora do estado. Com apoio de organizações como o Irpaa, se apresentou na Conferência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, em Brasília, e no Fórum de Educação Popular, realizado em Recife, além de eventos no sertão da Bahia e de Pernambuco.

Durante o lançamento, haverá ainda apresentações de outros grupos de rap e hip-hop da região, uma linguagem artística que vem crescendo no Vale do São Francisco. No início de 2017, o grupo pretende lançar o clipe da música “Nordestinias”.

Texto: Comunicação Irpaa
Foto: divulgação

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