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Em votação, Senado aprova impeachment de Dilma Rousseff

Dilma se emocionou ao falar no Senado (Foto: Agência Brasil)
O Senado aprovou na tarde desta quarta-feira (31) o impeachment de Dilma Rousseff (PT), afastando-a definitivamente da presidência do país. Com a decisão, Michel Temer (PMDB) se torna o presidente efetivo do Brasil - ele deve tomar posse em cerimônia no Congresso.

A decisão acontece após dias de julgamento, comandado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. Os senadores entenderam que houve crime de responsabilidade nas manobras fiscais feitas no governo Dilma. Durante o julgamento, nos bastidores, a defesa da petista mencionou a intenção de levar a decisão ao STF.

Para a condenação de Dilma eram necessários pelo menos 54 votos, que equivalem à maioria qualificada, ou dois terços dos 81 senadores. Na votação, 61 senadores votaram a favor do impeachment, respondendo sim à pergunta: “Cometeu a acusada, a senhora presidenta da República, Dilma Vana Rousseff, os crimes de responsabilidade correspondentes à tomada de empréstimos junto à instituição financeira controlada pela União e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional, que lhe são imputados, e deve ser condenada à perda do seu cargo?”. Vinte senadores votarão não.

Durante a sessão, Lewandowski acatou uma questão de ordem para que o impeachment e a perda dos direitos políticos fossem votados em separado. O requerimento da defesa da presidente Dilma Rousseff foi apresentado hoje pelo senador Vicentinho Alves (PT-TO). Na segunda votação, 42 senadores responderam sim à pergunta "Fica inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo de oito anos?”, 36 votaram para não e 3 senadores se abstiveram de votar. Assim, Dilma não perderá o direito de ocupar cargo público mesmo após o impeachment.
Foto: Agência Brasil
A decisão veio em votação dos senadores, que ao longo da terça e na madrugada de quarta tiveram oportunidade de falar e explicar seus posicionamentos.

Na segunda-feira, Dilma Rousseff foi ouvida no Senado. Ela apresentou sua defesa e respondeu a perguntas dos parlamentares. Em sua fala, Dilma insistiu o tempo todo que não houve crime de responsabilidade e que seu afastamento representa um "golpe" na democracia brasileira. Por quase 14 horas, Dilma se defendeu das acusações. Dilma falou em "pretextos" utilizados pela oposição para justificar seu afastamento. "São pretextos para viabilizar um golpe na Constituição. Um golpe que, se consumado, resultará na eleição indireta de um governo usurpador".

A petista disse ainda que a intenção do governo então interino é "um verdadeiro ataque às conquistas dos últimos anos". Ela ainda citou que a abertura do processo de impeachment seria uma "chantagem explícita" do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha. "Nunca aceitei na minha vida ameaças ou chantagens. Se não o fiz antes, não o faria na condição de Presidenta da República. É fato, porém, que não ter me curvado a esta chantagem motivou o recebimento da denúncia por crime de responsabilidade e a abertura deste processo, sob o aplauso dos derrotados em 2014 e dos temerosos pelas investigações", diz.

Durante a terça, os senadores tiveram oportunidade de falar por dez minutos cada, se assim desejassem. Nas falas, já davam indícios de como iriam votar e a aprovação do impeachment ia se tornando mais clara. "A continuar essa gestão (de Dilma) chegaríamos à mesma situação que a Venezuela. Lá vivem em condições subumanas, porque implantaram a linha populista", disse o senado Ronaldo Caiado (DEM-GO). A baiana Lídice da Mata (PSB-BA) disse que estava "cristalino" que Dilma não cometeu crime de responsabilidade e o que acontece é uma "farsa parlamentar". "O impeachment é apenas um instrumento para consumação do golpe".

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) afirmou que Dilma se reelegeu com base em estelionato eleitoral. "Para sustentar as mentiras, fraudaram a contabilidade pública", afirmou. Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que Dilma foi alvo de misognia. Ela classificou Dilma de uma "presidente fora do círculo dominante, de esquerda, e ainda por cima mulher e sem marido". Afirmou que sentimentos machistas contaminam a acusação. "É mais uma frente do obscurantismo que se forma".

Fonte: Correio24horas

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