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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Gata ganha abrigo em delegacia e constrói amizade com investigador

Gata acompanha plantões da 1ª Delegacia de Feira de Santana (Foto: Alizel Portugal / Arquivo Pessoal)
As investigações da 1ª Delegacia Territorial de Feira de Santana, a cerca de 100 quilômetros de Salvador, são acompanhadas por um olhar atento. Carol fica sentada na cadeira, ao lado dos delegados, dando suporte afetivo na coleta de depoimentos. "O lugar dela é no plantão", atesta o investigador Alizel Portugal sobre a gata que foi adotada por ele e demais colegas da unidade.

Carol nasceu há cerca de um ano entre os carros apreendidos e mantidos no pátio da delegacia. "A mãe dela deu cria, foi embora e levou com ela todos os filhotes. Só ela [Carol] ficou. Foi renegada", conta Portugal. Esquecida, a gata foi acolhida pelo investigador e ganhou uma casa. "Trouxemos ela para dentro da delegacia. Ela foi ficando no nosso plantão, acompanhando as ocorrências. A gente foi criando um carinho enorme", acrescenta.

Carol foi abandonada pela mãe há cerca de um ano (Foto: Alizel Portugal / Arquivo Pessoal)
(Foto: Alizel Portugal / Arquivo Pessoal)
Na unidade policial, Carol anda em liberdade. Tem acesso cativo a todas as salas e direito a mimos de todos profissionais. Para um deles, ela dedica atenção especial. "Ela fica circulando pelos plantões dos colegas, mas nos meus tende a ficar sentada, olhando as ocorrências. É uma companheira", atesta Portugal.

Há uma semana, Carol precisou deixar a delegacia. Foi diagnosticada com neoplasia mamária e submetida a uma cirurgia para retirada de tumor. Novamente, foi acolhida pelos companheiros da polícia. "A gente verificou que a mama dela começou a crescer. Levamos para uma clínica veterinária, que identificou a doença. Fizemos uma 'vaquinha' com os delegados, os colegas, e arrecadamos o dinheiro da cirurgia", diz Portugal.

Para facilitar a recuperação, o investigador decidiu levar a a gata para a própria casa. Enquanto recupera as forças, Carol conta com a amizade acolhedora. "Ela está na minha casa, mas percebo que ela está sentindo falta daqui da delegacia. Todo mundo criou um carinho muito grande por ela. Quando estiver melhor, ela volta", afirma.

Na delegacia, algumas pessoas já tentaram adotar a gatinha. Para os interessados, Portugal é taxativo ao dizer: "Aqui tem dono. O lugar dela é aqui na delegacia".

Fonte: G1/BA

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